Esse ano passou. Na velocidade da Luz. Já estamos em novembro! Faz mais de um ano que começamos este blog e mais de um ano que voltamos da nossa viagem de 3 meses pela Europa, viagem que nos motivou a escrever aqui.
Desde que retornamos da Europa, nossa vida tem sido trabalho, faculdade, trabalho, alemão no primeiro semestre, curso de contabilidade no segundo semestre para a Camila, monografia para o Fabio. E Provas. Loucura total!
Por isso, essa escapadinha para Búzios foi muito bem vinda. Foram três dias apenas (4, 5 e 6 de novembro), que aproveitamos como se fossem 20. Queríamos ter ficado mais, porém, não era possível diante de nossos compromissos em São Paulo.
Nem mesmo uma conjutivite que pegou a Camila um dia antes da viagem conseguiu estragar o passeio. Fomos de carro (8 hs na ida e 7 hs (aproximadamente) na volta), acompanhados de boa música e alguns Redbulls.
Chegamos na sexta-feira por volta das 14hs e conhecemos nossa pousada, o Eco-Refúgio Geribá. Geralmente, “Eco” é eufemismo para rústico-e-velho, e “Refúgio” significa “longe-para-caramba-da-praia”, no entanto, esse não era o caso. Nossa pousadinha era simples, mas muito confortável, com café da manhã bem gostosinho e o serviço feito com bastante dedicação.
Aliás, em Búzios toda o serviço é excelente. Dá gosto de ver as pessoas trabalhando ali ! Em absolutamente todos os estabalecimentos que entramos/comemos/visitamos fomos super bem recebidos por gente bem humorada.
A Praia de Geribá, para a qual fomos caminhando da nossa pousada, nos deu a impressão de ser a de maior extensão e mais cheia de “jovens” mesmo. Contudo, foi lá que gastamos mais para comer também – os preços das porções do Bar da tia Zú bateram inclusive os preços da João Fernandes, praia mais balada e “fancy” de Búzios. Esta praia fica do lado oposto à Orla Bardot na península, mas para ir de lá até a Orla – onde estão também os cartões postais de Búzios, como as esculturas em bronze de Christina Motta e a Rua das Pedras – não é necessário mais de 10min de carro. Ou seja, a península de Búzios é pequena, não faz tanta diferença assim ficar hospedado perto disso ou daquilo.
Logo que chegamos curtimos Geribá um pouco, e depois, cansados, voltamos para a pousada para cochilar antes de sairmos para o jantar na rua das Pedras.
Nesta primeira noite esquecemos a câmera em casa, contudo, o dourado que comemos no restaurante “O barco”, na extrema direita da Orla, foi inesquecível. Escolhemos no chute, justamente porque ele fugia das propostas “glamourosas” dos outros restaurantes da Orla, tinha cara de ser pilotado por uma mulher de pescador, dessas que sabem como ninguém fazer um peixe. E acertamos em cheio! As batatinhas que acompanharam o dourado, temperadas com perfeição, e o Mate gelado puro (tão difícil de ser encontrado em SP, febre de consumo no Rio), casaram perfeitemente com o nosso peixinho.
Após, caminhamos pela Orla observando as pessoas e a beleza do lugar. A atmosfera de Búzios é tão boa! A quantidade absurda e inesperada de argentinos, na nossa opinião, apenas acrescenta (estávamos com saudade de ouvir espanhol…). Não queríamos voltar para a pousada tão cedo, então paramos num bar – ” O capitão” – e tomamos uma marguerita e um mojito. No bar, ouvíamos com saudosimo também um casal de alemães conversando, enquanto a maresia nos lembrava de leve que a poucos metros dali havia um mar lindo nos esperando no dia seguinte.
No sábado, fizemos o tradicional passeio de escuna. Existem duas modalidades deste passeio, uma que dura o dia inteiro, passa por todas as praias de Búzios mais algumas de Cabo Frio, inclui jantar e custa aproximadamente R$ 140,00. Outra, que custa R$ 40,00, dura apenas duas horas e passa pelas praias de Búzios, com direito a caipirinha em copinho de plástico e três paradas para mergulho.
Escolhemos a segunda modalidade pois tínhamos pouco tempo em Búzios e não queríamos “gastá-lo” todo a bordo. O passeio foi uma delícia, voltamos por volta do meio dia e depois fomos conhecer as praias dos Ossos, Azeda, Azedinha e João Fernandes, indo de uma a outra a pé.
O carro ficou na Orla mesmo, estacionado com bastante segurança mediante pagamento de uma taxa parecida com o esquema da Zona Azul em São paulo, só que bem mais organizado: os funcionários de lá chegam antes mesmo de você estacionar, lhe ajudam a achar vaga, e você compra um papel (R$ 5,00) que dá direito ao estacionamento por 12 hs. Até mesmo estes funcionários eram muito simpáticos!
De praia em praia, nos revezávamos entre quem mergulhava e quem ficava com as coisas, não porque parecesse perigoso deixar as coisas sozinhas na areia, mas principalmente por causa da câmera, que é de estimação ^.^
Em João Fernandes, fizemos uma pausa para tomar aquela cervejinha e comer lula à dorê com mandioca. Depois de descansar um pouco, fizemos o caminho de volta e assitimos ao pôr-do-sol na praia dos Ossos, o que nos rendeu umas das fotos mais lindas do passeio, e um dos momentos mais românticos também.
Naquela noite, comemos um bobó de camarão no Paris Bistrô, na Rua das Pedras, acompanhado de Stella Artois. O bobó estava muito bom, porém, segundo o Fabio, não chega nem aos pés do da Ira =D
No domingo, acordamos bem cedo e fomos caminhando até a praia de Ferradurinha. para chegarmos a ela, devemos caminhar até o outro extremo de Geribá, e de lá pegar uma série de ruelas até a pequena Ferradurinha. Chegamos bem cedo e observamos o movimento matinal de quem vive da praia: funcionários lavando mesas e cadeiras, pescadores aprontando barquinhos, e até um mergulhador corajoso.
Depois, um passeio de Jipe nos mostrou coisas interessantes de Búzios, como algumas das casas mais lindas, a praia do Forno, dois Mirantes e a Ilha Feia. Por este passeio não pagamos, foi cortesia do pacote que compramos.
Para nos despedir da penísula, almoçamos em um Kilo e tomamos gellatos. A viagem de volta foi mais curta que a de ida.
Ao retornarmos a São Paulo, como era aniversário do Fabio, houve um bolinho e um parabéns. A maneira perfeita de fechar mais essa nossa aventura.
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