Escapadinha Búzios

Esse ano passou. Na velocidade da Luz.  Já estamos em novembro! Faz mais de um ano que começamos este blog e mais de um ano que voltamos da nossa viagem de 3 meses pela Europa, viagem que nos motivou a escrever aqui.

Desde que retornamos da Europa, nossa vida tem sido trabalho, faculdade, trabalho, alemão no primeiro semestre, curso de contabilidade no segundo semestre para a Camila, monografia para o Fabio. E Provas. Loucura total!

Por isso, essa escapadinha para Búzios foi muito bem vinda. Foram três dias apenas (4, 5 e 6 de novembro),  que aproveitamos como se fossem 20. Queríamos ter ficado mais, porém, não era possível diante de nossos compromissos em São Paulo.

Nem mesmo uma conjutivite que pegou a Camila um dia antes da viagem conseguiu estragar o passeio. Fomos de carro (8 hs na ida e 7 hs (aproximadamente) na volta), acompanhados de boa música e alguns Redbulls.

Chegamos na sexta-feira por volta das 14hs e conhecemos nossa pousada, o Eco-Refúgio Geribá. Geralmente, “Eco” é eufemismo para rústico-e-velho, e “Refúgio” significa “longe-para-caramba-da-praia”, no entanto, esse não era o caso. Nossa pousadinha era simples, mas muito confortável, com café da manhã bem gostosinho e o serviço feito com bastante dedicação.

Aliás, em Búzios toda o serviço é excelente. Dá gosto de ver as pessoas trabalhando ali ! Em absolutamente todos os estabalecimentos que entramos/comemos/visitamos fomos super bem recebidos por gente bem humorada.

A Praia de Geribá, para a qual fomos caminhando da nossa pousada, nos deu a impressão de ser a de maior extensão e mais cheia de “jovens” mesmo. Contudo, foi lá que gastamos mais para comer também – os preços das porções do Bar da tia Zú bateram inclusive os preços da João Fernandes, praia mais balada e “fancy” de Búzios. Esta praia fica do lado oposto à Orla Bardot na península, mas para ir de lá até a Orla – onde estão também os cartões postais de Búzios, como as esculturas em bronze de Christina Motta e a Rua das Pedras – não é necessário mais de 10min de carro. Ou seja, a península de Búzios é pequena, não faz tanta diferença assim ficar hospedado perto disso ou daquilo.

Logo que chegamos curtimos Geribá um pouco, e depois, cansados, voltamos para a pousada para cochilar antes de sairmos para o jantar na rua das Pedras.

Nesta primeira noite esquecemos a câmera em casa, contudo, o dourado  que comemos  no restaurante “O barco”, na extrema direita da Orla, foi inesquecível. Escolhemos no chute, justamente porque ele fugia das propostas “glamourosas” dos outros restaurantes da Orla, tinha cara de ser pilotado por uma mulher de pescador, dessas que sabem como ninguém fazer um peixe. E acertamos em cheio! As batatinhas que acompanharam o dourado, temperadas com perfeição, e o Mate gelado puro (tão difícil de ser encontrado em SP, febre  de consumo no Rio), casaram perfeitemente com o nosso peixinho.

Após, caminhamos pela Orla observando as pessoas e a beleza do lugar. A atmosfera de Búzios é tão boa! A quantidade absurda e inesperada de argentinos, na nossa opinião, apenas acrescenta (estávamos com saudade de ouvir espanhol…). Não queríamos voltar para a pousada tão cedo, então paramos num bar – ” O capitão” – e tomamos uma marguerita e um mojito. No bar, ouvíamos com saudosimo também um casal de alemães conversando, enquanto a maresia nos lembrava de leve que a poucos metros dali havia um mar lindo nos esperando no dia seguinte.

No sábado, fizemos o tradicional passeio de escuna. Existem duas modalidades deste passeio, uma que dura o dia inteiro, passa por todas as praias de Búzios mais algumas de Cabo Frio, inclui jantar e custa aproximadamente R$ 140,00. Outra, que custa R$ 40,00, dura apenas duas horas e passa pelas praias de Búzios, com direito a caipirinha em copinho de plástico e três paradas para mergulho.

Escolhemos a segunda modalidade pois tínhamos pouco tempo em Búzios e não queríamos “gastá-lo” todo a bordo. O passeio foi uma delícia, voltamos por volta do meio dia e depois fomos conhecer as praias dos Ossos, Azeda, Azedinha e João Fernandes, indo de uma a outra a pé.

O carro ficou na Orla mesmo, estacionado com bastante segurança mediante pagamento de uma taxa parecida com o esquema da Zona Azul em São paulo, só que bem mais organizado: os funcionários de lá chegam antes mesmo de você estacionar, lhe ajudam a achar vaga, e você compra um papel (R$ 5,00) que dá direito ao estacionamento por 12 hs. Até mesmo estes funcionários eram muito simpáticos!

De praia em praia, nos revezávamos entre quem mergulhava e quem ficava com as coisas, não porque parecesse perigoso deixar as coisas sozinhas na areia, mas principalmente por causa da câmera, que é de estimação ^.^

Em João Fernandes, fizemos uma pausa para tomar aquela cervejinha e comer lula à dorê com mandioca. Depois de descansar um pouco, fizemos o caminho de volta e assitimos ao pôr-do-sol na praia dos Ossos, o que nos rendeu umas das fotos mais lindas do passeio, e um dos momentos mais românticos também.

Naquela noite, comemos um bobó de camarão no Paris Bistrô, na Rua das Pedras, acompanhado de Stella Artois. O bobó estava muito bom, porém, segundo o Fabio, não chega nem aos pés do da Ira =D

No domingo, acordamos bem cedo e fomos caminhando até a praia de Ferradurinha. para chegarmos a ela, devemos caminhar até o outro extremo de Geribá, e de lá pegar uma série de ruelas até a pequena Ferradurinha. Chegamos bem cedo e observamos o movimento matinal de quem vive da praia: funcionários lavando mesas e cadeiras, pescadores aprontando barquinhos, e até um mergulhador corajoso.

Depois, um passeio de Jipe nos mostrou coisas interessantes de Búzios, como algumas das casas mais lindas, a praia do Forno, dois Mirantes e a Ilha Feia. Por este passeio não pagamos, foi cortesia do pacote que compramos.

Para nos despedir da penísula, almoçamos em um Kilo e tomamos gellatos. A viagem de volta foi mais curta que a de ida.

Ao retornarmos a São Paulo, como era aniversário do Fabio, houve um bolinho e um parabéns. A maneira perfeita de fechar mais essa nossa aventura.

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Frase que resume nossa situação atual

“Será bom quando nós não precisarmos espremer nossas vontades entre nossos compromissos…” (Fabio Bertolini)

Metáfora linda, mecânica, orgânica, crua e vital…. Huhuhuahuahaua tão fácil falar de algo por meio de adjetivos, não é? Mas essa é a idéia. Em breve postaremos sobre uma escapadinha nossa.

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Beco do Batman e Fulô Restaurante Vegetariano

Faz um tempão que não atualizamos este espaço. Sentimos saudades dele, e ele de nós, considerando que as visitas continuam pipocando dia sim, dia não.

Conhecemos um lugar tão supreendente que não poderia deixar de ser registrado aqui no reserva. A Camila queria fazer uma surpresa para o Fabio, mas este já conhecia o local, embora nunca tivesse parado para observar com mais calma o Beco do Batman. Assim, no último sábado pela manhã, dirigimos até as confusas ruas na Vila Madalena, com a câmera, ao sol de julho, alegres por estas férias parciais em busca de um espaço diferenciado nesta São Paulo tão massificamente, cinza e barulhenta.

É surpreendente pois, quem vive em São Paulo, não está acostumado a encontrar os muros de um bairro com tanta cor e arte, quase intocados pelos vândalos ou por tintas pastéis que monotonizam a nossa paisagem urbana. Ainda que se considere que a Vila Madalena já se diferencia um pouco deste standard, com seus butecos atípicos, seus moradores alternativos e sua ocupação majoritariamente horizontal, o graffiti ainda não é valorizado da maneira como deveria, nem aqui nem em outros lugares deste planeta, muitos deles que tivemos o prazer de visitar.

Por isso, enquanto nós turistávamos o Beco do Batman, muitas pessoas passavam por ali a pé ou de carro, para fazer o mesmo que a gente: buscar um pouco de lirismo nas cores do Beco. Apesar dos exorbitantes preços, vale a pena visitar a loja de artigos de decoração vintage que fica nos arredores do Beco (deixamos para vocês descobrirem exatamente o endereço desta loja curiosa).

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Se bater uma fominha é só andar até a Rua Aspicuelta número 18, bem pertinho do beco, para experimentar deliciosos pratos vegetarianos. Sabor suficiente para amante de carne nenhum botar defeito.

Os pratos do cardápio regular variam entre 25 e 45 reais, mas aos fins de semana há o menu completo (entrada+prato principal+sobremesa) por R$ 33,00. Optamos por uma tapioca com creme de cogumelos muito boa de entrada. Para o prato principal nós dois escolhemos massas: a Camila optou por um Tagliatelle ao pesto de manjericão com brócolis e castanhas de caju  enquanto o Fabio preferiu o molho ao gorgonzola com veggie burger à parmegiana. Na sobremesa ficamos com um pudim de chocolate com amêndoas e Manjar com doce de banana, o primeiro com um sabor mais amargo, embora bem equilibrado, já o segundo era dominado pelo doce de banana. Confira mais detalhes no site: http://www.fulovegetariano.com.br/

 

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Paris – Parte III

Devemos relato do fim da viagem, não? E não temos desculpa para isso, fomos preguiçosos e desanimamos um pouco também. Mas estamos de volta! Vamos postar o final de Paris e em breve postaremos sobre outras pequenas viagens em nosso Brasil. Então, vamos logo:

 

Paris Parte III

 

O plano era: acordar cedo e irmos para o Museé D’orsay, mesmo não tendo certeza de que estaria aberto, já que não se falava em mais nada na França além da greve dos trabalhadores contra o aumento da idade de aposentadoria.

Adivinhem? Não estava aberto. Isso atrapalhou nossos planos pois o dia seguinte era o único em que poderíamos visitar o Museu do Louvre já que neste dia o Louvre não estava aberto (Louvre não abre às quartas). Resolvemos não nos incomodar muito com isso, definimos que na quinta faríamos o dia do museu, pela manhã iríamos para o Museu D’Orsay e a tarde para o Louvre. Sabíamos que seria cansativo, mas não nos restavam muitas opções.

Decidimos conhecer alguns lugares que são essenciais e ainda não havíamos arrumado tempo para conhecer.

Começamos pelo Museu do Exército, com a certeza de que este não estaria em greve (alguém aí já viu coxinha em greve?). O museu fica localizado no Hôtel des Invalides, uma contrução feita por Luís XV para abrigar os inválidos de guerra. Atualmente, a maior atração do museu é o sepulcro de Napoleão Bonaparte – o que já vale o ingresso.

Chegamos pela parte de trás do Museu do exército, a Camila perguntou para um militar se este falava inglês, ele respondeu “Yé…” com a maior má vontade do mundo, mas a esta altura já estávamos acostumados com este tipo de reação em Paris.

Adentramos por um pátio grande, no qual ocorria uma pequena cerimônia militar (entrega de premiações, ao que nos pareceu). A cerimônia realizou-se à sombra de uma grande estátua de Napolão Bonaparte. Isso nos mostrou que, diferente do que pensávamos, Napoleão continua a ser uma grande figura para a França (até dá para entender já que ele foi o único que ganhou uma guerra para os franceses, hehehe).

À frente do prédio há uma cúpula sob a qual encontra-se uma arca gigante (acreditamos que feita de mármore) que na verdade é o caixão que guarda os restos de Napoleão e, como já contado por diversos professores de história, fica num nível abaixo do piso de entrada. Mantiveram a arca assim pois, para vermos o caixão com clareza deveríamos nos curvar levemente sobre um parapeito, realizando desta forma o que Napoleão teria predito em vida: “Até depois da minha morte as pessoas se curvarão pra me ver”.

Após prestarmos nossas condolências pelo falecido ilustre (com um pouco de atraso =D) visitamos o túmulo de outros heróis de guerra franceses como alguns importantes militares da primeira e da segunda guerra mundial.

A segunda parte do Museu é voltada para a história militar da França com quadros, uniformes, armamentos e até simulações de algumas importantes batalhas. Muito interessante para quem é ligado ao assunto, para os demais é só interessante mesmo…

Depois disso pegamos o metrô e caminhamos bastante pelas ruas de Paris até a bela Opera Garnier, onde comemos um lanche comprado em um dos mini mercados do local, sentados na escadaria da Ópera.

Com as energias repostas, nos dirigimos à tão sonhada (pela Camila) Galerie Lafayette. A galeria, além de ser uma paraíso das compras, ainda tem a arquitetura belíssima, de deixar qualquer um com a boca aberta. As pessoas nesta Galeria não são o equivalente ao que vemos no Iguatemi em SP: não dá para distinguir a elite. Pareceu-nos ser um ponto turístico muito mais do que um local de comprar dos ricos locais.

A qualidade do trabalho dos vendedores da Lafayette saltou aos olhos destes paulistanos. Na galeria, todos parecem estar exatamente no emprego em que queriam, pois para ser vendedor de cosméticos e roupas, você tem que entender e gostar do assunto. Eles sabiam direitinho o que vendiam, porque vendiam e o valor que aquele produto tinha (não o preço, porque isso qualquer semi-analfabeto sabe, mas o status do produto no mercado).

A Camila explorou com calma cada cantinho da galeria, fez comprinhas no stand da MAC e chorou com os preços de roupas (algumas centenas de euros). Esse passeio nos custou umas horinhas, mas valeu a pena. Foi interessante conhecer esse ícone de consumo mundial.

O próximo passo era conhecermos o charmoso bairro de Montmartre e a Sacre Coeur. Demos umas voltas pelas ruas de Montmatre, cheias de lojas de souveniers e brechós, até chegarmos à beira do morro onde fica a Sacre Coeur. A subida foi longa, muito longa… Apesar não termos demorado muito, tivemos a impressão que ficamos horas subindo aqueles escadas. Nos bateu um leve arrependimento de não termos feito como alguns dos presentes, que levaram suas bebidas e, sentados no gramado, conversavam observando o sol sumir levemente no horizonte.

Após um tempo sentados, assistindo Paris de um ponto privilegiado, o cansaço finalmente nos derrubou e, assim como o sol, nos recolhemos. O dia seguinte era dia de Louvre e, se tem uma coisa que aprendemos nesses quase 3 meses de mochilão foi que devemos guardar energias para aproveitar os museus.

 

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Paris – Parte II

No terceiro dia andamos muuuito. Pegamos o metrô e descemos em uma das estações da Champs Elyseés, bem cedinho ainda, não havia ninguém. Caminhamos no sentido contrário ao Arco do Triunfo, admirando o colorido de meia estação e as poucas pessoas chiques que passavam. Chegamos ao Louvre e aproveitamos para questionar quanto ao preço, locais de venda do ingresso, dias de funcionamento e etc. Não havíamos programado visitar o museu neste dia, portanto, tiramos apenas algumas fotos na parte externa e seguimos para a Catedral de Notre Dame.
Atravessamos a Ponte Marie, que fica bem perto de Notre Dame, e ficamos curiosos com os cadeados presos em suas grades. Mais tarde, soubemos que é uma superstição bem comum: praticada por casais, eles prendem seus cadeados ali e fazem um pedido, após o que jogam a chave fora. Geralmente o pedido é que os pombinhos fiquem juntos para sempre! Nós também fizemos isso, com um cadeado do São Paulo que trouxemos para a viagem (cheio de detalhes romântico…^.^ ai ai). Então já sabem, quando visitarem a Ponte Marie de Paris, também conhecida como “Ponte dos amantes”, procurem o cadeado com o brasão do São Paulo, um pedacinho de nós!
A Catedral de Notre Dame é bem bonita, mas lembramo-nos de ter pensado: nada demais. Covardia, visitamos inúmeras igrejas, inclusive a do Vaticano e a Giralda (a mais bonita em nossa opinião), injusto julgar a Notre Dame pela falta de surpresa. Ela é bem bonita e histórica, seus vitrais chamam bastante a atenção e não se paga para entrar, apenas requer a paciência para enfrentar eventual fila, que em nosso caso, foi breve.
Depois, seguimos caminhando até o Pantheon e a Sorbonne, onde entramos e nos misturamos aos alunos de direito. A faculdade de Direito tem um pátio bem parecido com o das Arcadas do Largo São Francisco, universidade em que a Camila estuda. Mas as salas de aula são mais modernas. É uma emoção estar dentro da Sorbonne, saber que ali estudaram muitas pessoas de quem gostaríamos de ter sido amigos, como Sartre e Simone de Beauvoir, Strauss, etc… Sem contar na tradição que esta instituição tem, fundada em 1257, ou seja, mais de 950 anos. Apenas para comparar, o Largo São Francisco, que é a mais antiga Faculdade de Direito do Brasil, criada juntamente com a Faculdade de Direito de Olinda (depois transferida para Recife e posteriormente agrupada pela Universidade Federal de Pernambuco), tem apenas 183 anos.
Fizemos uma pausa para um lanchão, numa lanchonete sob o comando de um casal de imigrantes, provavelmente Italianos. Seguimos em direção aos Jardins de Luxemburgo e depois, visitamos a Igreja do Santo Suplício. Pegamos o metrô e descemos na estação Bastille, onde visitamos o monumento que leva o mesmo nome e caminhamos nos arredores em diração à Gallerie Lafayette. Porém, só atingimos as galerias às 21hs da noite, e estava tudo fechado. Então, cansados de tanto andar e com a cabeça cheia de tanta cultura acumulada em apenas um dia, voltamos para o Hostel.

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Feiras Brasileiras

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27.11.10 – Avenida Yayá, Guarulhos

As feiras livres acontecem em muitas partes do mundo, como pudemos constatar recentemente. Porém, em cada país, este fenômeno adquire feições próprias do povo, e a cultura alimentícia faz variar os produtos.

Uma visita às feiras brasileiras é ideal para quem quer se imergir em nossa cultura. Primeiramente, é uma pesquisa quanto aos hábitos alimentares do cidadão médio tupiniquim, além do grande deleite visual proporcionado pelos legumes, frutas, flores, temperos, peixes, todas as cores e todos os cheiros da nossa terra. Sem mencionar os famosos pastéis de feira, atração à parte, uma verdadeira iguaria que muita gente não viveria sem.

Uma pergunta restou sem resposta para os autores deste texto: porque as pastelarias de feira são majoritariamente comandadas por orientais e descendentes? É tradição nipônica fazer pastel? Eles comandam o cartel da massa? Se alguém souber, por favor, nos esclareça.

Aproveitando o ensejo, como é possível ver pelas fotos, as feiras reproduzem a variedade racial. Há brancos, negros, mulatos e orientais trabalhando e consumindo produtos das feiras. Crianças inclusive, pois a banca da feira pode ser considerada uma espécie de economia familiar, na qual todos do clã se engajam e aprendem desde cedo o ofício.

A montagem das barracas acontecem antes do Sol raiar, há sempre uma permissão da prefeitura para que as feiras possam ocupar determinada rua, pois uma vez instaladas, elas bloqueiam a passagem de automóveis ( para mais informações quanto à regulamentação das feiras, ver Decreto n 48172, 2007 ).

Neste site da prefeitura , é possível pesquisar os locais em que acontecem este tipo de feira. É possível também denunciar descasos quanto à feira em relação à sua limpeza, danos à rua e etc. Ou seja, pode até parecer a festa da Uva, mas feira é negócio sério, regulamentado pelo Estado!

Os grandes atrativos da feira são produtos fresquinhos, recém colhidos e de qualidade, e preço negociável. A barganha na feira é abertamente praticada e incentivada pelos vendedores. Clássico bordão do vendedor de feira: “Moça bonita não paga, mas também não leva!”.

Acreditamos que a feira livre deveria ser mais incentivada e valorizada, pois ir á feira é uma experiência muito mais rica e interessante do que empurrar o carrinho entre as gôndolas frias de um supermercado.

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Paul Rocks!

 

Graças à família do Fabio, conseguimos ingressos para o show do Paul no último segundo. Houve desistências que nos favoreceram, e assim, às 19hs de ontem, rumávamos para o estádio do Morumbi, ou melhor, ficávamos desesperados com o trânsito fenomenal. Mas pelo Paul, a Lenda, valeria tudo.

E assim, com muita fé e adaptações no ditado Beatle “All you need is Love… And patience”, atingimos o portão 4 – “PISTA” e fomos recebidos por alguns funcionários nas catracas que nem sequer olharam os nossos tickets. O saguão ao redor do Campo estava lotado de camarotes: Bradesco, Volkswagen, etc.

As pessoas já entravam gritando e se congratulando, e quem os culparia? Estar no show do Paul foi um verdadeiro feito. Depois de enfrentar condições sub humanas para conseguir o ingresso, era preciso chegar cedo ou se jogar na selva dos carros, tudo isso debaixo da chuva que começara às 16hs e não dera trégua em São Paulo. Isso foi motivo de piadinhas para o Paul, inclusive – “Tchudu bem in the rain?”.

A primeira visão que tivemos da pista foi um aglomerado de gente ao fundo, sobre os quais se derramava uma luz amarela do palco, e água escorrendo de todos os lados. Descemos a rampa em direção ao que normalmente é o gramado, mas ontem, era uma plataforma de plástico desmontável, em cima da qual pulamos muito. Vendedores de salgadinhos e cervejas aproveitaram bem a capacidade financeira dos espectadores: cada mini-salgadinho custava 6 reais, e a Antártica, 5.  Extorsões à parte, a atmosfera de um show do calibre de Paul não tem preço.

O som estava ótimo, sem riscos para os tímpanos e alto o suficiente para te fazer sacudir os esqueleto, na hipótese improvável de que os clássicos não o empo lguem por si sós. Ingleses costumam ser muito cheios de “não-me-toques”, mas quando são legais, eles arrasam! Paul, no auge de seus 68 anos, simplesmente arrasou na performance, tombando com os moleques da nova geração. O cara tem muito estilo, e até os trejeitos são os mesmos de sua época de Beatles. Em várias vezes, a imagem de seu rosto já machucadinho pela idade esmorecia diante de um Paul jovem, piadista, tentando falar português e segurando a guitarra de um jeito que só um ex-beatle faz. A gente piscava e lá estava o Paul que conhecemos por gravações em preto e branco, dando risada com seus longos cílios.

Mas a comparação com sua juventude não é a única forma de o favorecer. Infelizmente, os blogueiros aqui não conheceram Paul jovem para destacar satisfatoriamente os ganhos do músico com a maturidade, porém, que eles existem, existem! Que seja no profissionalismo. Que seja na forma respeitosa e carinhosa com que homenageou os companheiros falecidos John e George. Que seja no desenrolar tranqüilo com que as músicas se sucediam, sem intervalos abruptos, sem estrelismos.

A abertura foi animada e surpreendente (Ao menos para quem já estava preparado para “Venus and Mars” entoada no show anterior) com a maravilhosa “Magical Mystery Tour” passando logo em seguida para “Jet” e “All my loving”. Só essa sequencia já tiraria o fôlego de qualquer beatlemaníaco, mas Paul ainda fez um mini acústico com as “I’m Looking Through You”, “Two Of Us”, “Blackbird” e”Here Today”. Em “Dance Tonight”, o baterista Abe Laboriel Jr. nos brindou com sua divertida dança , e após puxar o coro de “Band on the Run”, Paul pediu para que a platéia inteira o acompanhasse em “Ob-La-Di Ob-La-Da”, momento em que todos do estádio, com certeza, sorriam de orelha a orelha. A emocionante “Let it Be”, a pirotécnica “Live and Let Die” e o clássico “Hey Jude” (na na na nananana) fecharam o “show”, que, na verdade, ainda contaria com mais 6 músicas, e só realmente acabaria depois de exorcizarmos os demônios em “Helter Skelter” e ouvirmos a despedida em forma de música com “Sgt. Peppers” e “The End”.

Uma noite inesquecível para o Brasil e para a gente!

Aqui estão todos os clássicos que tivemos o prazer de ouvir:

“Magical Mystery Tour”
“Jet”
“All My Loving”
“Got to Get You Into My Life”
“Highway”
“Let Me Roll It / Foxy Lady” (Jimi Hendrix cover)
“The Long and Winding Road”
“Nineteen Hundred and Eighty-Five”
“Let ‘Em In”
“My Love”
“I’m Looking Through You”
“Two Of Us”
“Blackbird”
“Here Today”
“Bluebird”
“Dance Tonight”
“Mrs. Vandebilt”
“Eleanor Rigby”
“Something”
“Sing The Changes”
“Band On The Run”
“Ob-La-Di, Ob-La-Da”
“Back in the U.S.S.R.”
“I’ve Got a Feeling”
“Paperback Writer”
“A Day In The Life / Give Peace A Chance”
“Let It Be”
“Live and Let Die”
“Hey Jude”
bis
“Day Tripper”
“Lady Madonna”
“Get Back”
bis
“Yesterday”
“Helter Skelter”
“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band / The End”

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